FALANDO SÉRIO SOBRE

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quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

CLÍNICA MASCULINA


Tem como finalidade de prover o auto controle sobre o consumo de drogas, desenvolver as competências pessoais, tendo em vista a automatização do indivíduo e a sua plena inserção social. A inserção do homem na sociedade de modo digno e humano.

OBJETIVO


  • esgate de valores perdidos;

  • Reintegração à Família e a sociedade;

  • Promover autonomia de responsabilidade como base da vida em sociedade;

  • Mudar padrões negativos de comportamento,  pensamento e sentimentos causados pela dependência química;


VALORES


  • Meta 

  • Disciplina 

  • Auto estima 

  • Organização 

  • Comprometimento 

  • Ter respeito e ser respeitado pela sociedade;


MISSÃO


Promover a recuperação através do tratamento bio social espiritual de forma humanizada.


EQUIPE 


  • Psicólogo 

  • Psiquiatra 

  • Psicanalista 

  • Terapeutas 

  • Enfermagem 

  • Assistente Social 




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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

PINGA DE METRO



Consumo de ‘pinga de metro’ traz riscos à saúde, alerta o Comad

95% de seu teor alcoólico vem etanol, que é impróprio para o consumo.
Segundo presidente do Conselho de Araraquara, pais devem ter atenção.


Do G1 São Carlos e Araraquara
O presidente do Conselho Municipal Antidrogas (Comad), de Araraquara (SP), Márcio Servino alerta para o consumo de álcool e drogas pelos jovens durante o carnaval. Segundo ele, é preciso ter cuidado com a chamada “pinga de metro”, que possui etanol em sua composição e é nocivo à saúde. Além disso, Servino afirma que não é recomendado tomar Metadoxil para driblar a fiscalização no bafômetro.
Conhecida também como “melzinho”, a “pinga de metro” oferece risco a quem consome, segundo o especialista em drogas. “É um dos grandes problemas que estamos combatendo há pelo menos um ano pelo Conselho Municipal Antidrogas porque, após uma análise feita em laboratório, foi descoberto que 95% do teor alcoólico desse produto vem do etanol, que não deve ser consumido”, afirmou.
pingametro
Especialista de Araraquara alerta para os riscos     de ‘pinga de metro’ (Foto: Reprodução/EPTV)
O produto costuma ser vendido sem identificação de fabricante ou prazo de validade, o que aumenta o risco para quem consome, segundo Servino. “A embalagem é vendida de forma irregular e há etanol, essência de algum sabor agradável o que chama atenção dos jovens, que tomam de forma descontrolada como se fosse algo normal, mas que gera danos irreversíveis”, explicou.


Metadoxil
Segundo o presidente do Comad de Araraquara, outro problema que deve ser evitado pelos jovens no carnaval é o consumo desnecessário do medicamento Metadoxil, na tentativa de evitar ser flagrado pela nova Lei Seca, mais rígida. “Têm espalhado nas redes sociais que o Metadoxil pode zerar os sinais do álcool no bafômetro, o que é uma tremenda mentira”, afirmou.


“Esse remédio foi feito para tratar o fígado e para a metabolização do álcool no organismo, mas de forma alguma pode tirar os efeitos do álcool no cérebro ou no organismo, muito menos do sangue”, disse.
Primeiro contato
Para Servino, o carnaval é uma das épocas do ano que facilitam para o jovem ter o primeiro contato com álcool e drogas e recomenda que os pais fiquem alertas. “Esse cuidado deve existir o tempo todo, mas agora principalmente, por isso é bom ficar de olho na hora que ele sai, quando ele volta e com ele vai sair para divertir, porque os traficantes podem agir facilmente”, explicou.


“O jovem tem curiosidade e quer se identificar em alguns grupos e não quer ser isolado, por isso acaba concordando com a utilização de entorpecente, sem sequer pensar nas consequências”, analisou.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

LIBERAÇÃO DAS DROGAS



NOVOS VENTOS
Por Walter Hupsel | On The Rocks – sex, 1 de fev de 2013

Depois de um século de proibicionismo, hipocrisias e milhões de vítimas da “guerra às drogas”, há um sopro de mudança no ar. Aos poucos vamos abandonando um moralismo seletivo que estimula algumas drogas e bane outras.
O consumo de ansiolíticos, um fármaco que diminui a ansiedade e a tensão, já supera o consumo de maconha na Espanha. Em Minas Gerais virou ‘moda’. Isso sem falar no enorme e estimulado consumo de bebidas alcoólicas, cujas propagandas podem ser vistas em qualquer canal de TV depois de um certo horário.
A ‘demonização’ de algumas outras drogas, e a consequente tentativa de bani-las, é uma história bem contada e documentada nos livros. As razões são sabidas e misturam disputas econômicas,preconceitos culturais e uma enorme dose de fanatismo religioso, para o qual o prazer deve ser proibido numa vida ascética.
Fracassada a tentativa de normatizar o prazer individual, de alguns dizerem o que um indivíduo pode ou não fazer consigo mesmo, fracassada fragorosamente a “guerra às drogas”, que só serviu para inchar os presídios, matar centenas de milhares de pessoas e jogar fora trilhões de dólares na tentativa de manter o monopólio da fabricação de drogas com a indústria farmacêutica, parece que a ficha está caindo.
Alguns estados americanos estão liberando o uso da maconha para fins medicinais, e outros, mais além, para o mero uso recreativo. A Colômbia estuda liberar tanto o ecstasy quanto o LSD (o porte de uma determinada quantidade de maconha e de cocaína já é legal)
No Brasil, há algumas parcas e louváveis iniciativas que se deparam com a velha ladainha do recrudescimento penal que alimenta uma enorme rede de prisões e corrupções.
Além de ser uma questão de liberdade individual, de um “crime sem vítima”, só a legalização do fabrico e do comércio evita que mais e mais mortes ocorram. É a ilegalidade que impele o comércio de entorpecentes ao crime, já que um comerciante de substâncias ilícitas não pode, por definição, usar o judiciário e o sistema legal.
Há uma perspectiva de mudança no ar. Talvez estejamos, finalmente, encerrando o autoritário século 20.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

COMBATE CONTRA AS DROGAS


Dia Internacional contra o Abuso e Tráfico Ilícito de Drogas – 26 de Junho.
Anualmente a ONU, através do Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC) dá ênfase à Campanha Internacional de Prevenção às Drogas. Nesta data, em Viena, é lançado o Relatório Mundial de Drogas contendo informações atualizadas do mundo todo sobre consumo, produção e tráfico de drogas.
A data foi definida pela Assembléia Geral da ONU através da Resolução 42/112 de 7 de Dezembro de 1987, implementando recomendação da Conferência Internacional sobre o Abuso e o Tráfico Ilícito de Drogas, realizada em 26 de Junho do mesmo ano, ocasião em que se aprovou o Plano Multidisciplinar Geral sobre Atividades Futuras de Luta contra o Abuso de Drogas.
Esta convenção fornece medidas detalhadas contra o tráfico de drogas, incluindo: provisões contra a lavagem do dinheiro; contra o desvio de precursores químicos; provê apoio logístico para a cooperação internacional na extradição de traficantes, entregas e transferência controladas de produtos. Tais medidas dão suporte ao compromisso mundial de combate ao crime transnacional ratificado pela Declaração do Milênio.
O Relatório Mundial de Drogas (Ano 2007) informa que o comércio mundial de drogas movimenta cerca de US$ 322 bilhões por ano [1] e que noBrasil houve um crescimento do consumo[2], contrariando a tendência mundial de estabilização.


CRACK


Crack[1] (também chamado de craque) é uma droga, geralmente fumada, feita a partir da mistura de pasta de cocaína com bicarbonato de sódio.[2] É uma forma impura de cocaína e não um subproduto. O nome deriva do verbo "to crack", que, em inglês, significa "quebrar", devido aos pequenos estalidos produzidos pelos cristais (as pedras) ao serem queimados, como se quebrassem.
Fumo de crack numa lata de alumínio
A fumaça produzida pela queima da pedra de crack chega ao sistema nervoso central em dez segundos, devido ao fato de a área de absorção pulmonar ser grande e seu efeito dura de 3 a 10 minutos, com efeito de euforia mais forte do que o da cocaína, após o que produz muita depressão, o que leva o usuário a usar novamente para compensar o mal-estar, provocando intensa dependência. Não raro, o usuário tem alucinações e paranoia (ilusões de perseguição).
Em relação ao seu preço, é uma droga mais barata que a cocaína.[3]
O uso de cocaína por via intravenosa foi quase extinto no Brasil, pois foi substituído pelo crack, que provoca efeito semelhante, sendo tão potente quanto a cocaína injetada. A forma de uso do crack também favoreceu sua disseminação, já que não necessita de seringa— basta um cachimbo, na maioria das vezes improvisado, como, por exemplo, uma lata de alumínio furada.

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História

Árvore de coca na Colômbia
A história do crack está diretamente relacionada com um contexto recreativo. A cocaína era uma droga cara, apelidada de "a droga dos ricos". Esse foi o principal motivo para a criação de uma "cocaína mais acessível".
De fato, a partir da década de 1970, começou-se a misturar a cocaína com outros produtos e conforme outros métodos. Foi assim que surgiu o crack, obtido por meio do aquecimento de uma mistura de cocaína, água e bicarbonato de sódio. Na década de 1980, o crack se tornou grandemente popular, principalmente entre as camadas mais pobres dos Estados Unidos.

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Efeitos psicológicos

crack é uma substância que afeta a química do cérebro do usuário, causando euforia, alegria, suprema confiança, perda de apetite,insônia, aumento da energia, um desejo por mais crack, e paranoia potencial (que termina após o uso). O seu efeito inicial é liberar uma grande quantidade de dopamina, uma química natural do cérebro que causa sentimentos de euforia e de prazer. O efeito geralmente dura de 5-10 minutos, após o qual os níveis de tempo de dopamina no cérebro despencam, deixando o usuário se sentindo deprimido. Quando o crack é dissolvido e injetado, a absorção pela corrente sanguínea é tão rápida como a absorção que ocorre quando o crack é fumado, e sentimentos de euforia podem ser experimentados. Uma resposta típica entre os usuários é ter outro hit da droga: no entanto, os níveis de dopamina no cérebro levam muito tempo para se restabelecer, e cada dose recebida em rápida sucessão leva a efeitos cada vez menos intensos. Uma pessoa pode ficar 3 ou mais dias sem dormir, enquanto sob o efeito do crack. Uso do crack em uma festa, durante o qual a droga é tomada repetidamente e em doses cada vez mais elevadas, leva a um estado de irritabilidade crescente, agitação e paranoia. Isso pode resultar em uma psicose paranoica, em que o indivíduo perde o contato com a realidade e passa a ter alucinações. Abuso de estimulantes de drogas (principalmente anfetaminas e cocaína) podem levar a parasitose delirante (síndrome aka ekbom: a crença equivocada de que são infestados de parasitas). Por exemplo, o uso de cocaína em excesso pode levar a formigamento, apelidado de "bugs cocaína" ou "erros de coque", onde as pessoas afetadas acreditam ter, ou sentir, parasitas rastejando sob a pele. Essas ilusões também estão associados com febre alta ou abstinência do álcool, muitas vezes juntamente com alucinações visuais sobre insetos. Pessoas que vivem essas alucinações podem arranhar-se e causar danos cutâneos graves e sangramento, especialmente quando eles estão delirando, podendo levá-la a ser mais agressiva e a cometer pequenos furtos para manter o vício[carece de fontes].

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Efeitos fisiológicos

Crack sendo feito em uma colher
Os efeitos fisiológicos em curto prazo do crack incluem: constrição dos vasos sanguíneos, pupilas dilatadas, aumento da temperatura, da frequência cardíaca e da pressão arterial. Grandes quantidades (várias centenas de miligramas ou mais) intensificam o efeito do crack para o usuário, mas também pode levar a um comportamento bizarro, errático e violento. Grandes quantidades podem induzir tremores, vertigens, espasmos musculares, paranoia ou, com doses repetidas, uma reação tóxica muito parecida com a reação do uso das anfetaminas. Alguns usuários de crack relataram sentimentos de agitação, irritabilidade e ansiedade. Em casos raros, morte súbita pode ocorrer no primeiro uso do crack ou de forma inesperada depois. As mortes relacionadas ao crack são, muitas vezes, resultado de parada cardíaca ou convulsões seguida de parada respiratória. Uma tolerância considerável ao uso do crack pode-se desenvolver, com muitos viciados relatando que eles procuram, mas não conseguem atingir tanto prazer como fizeram da sua primeira experiência. Alguns usuários aumentam a frequência das doses para intensificar e prolongar os efeitos eufóricos. Embora a tolerância a altas doses possa ocorrer, os usuários poderão também tornar-se mais sensíveis (sensibilização) para efeitos anestésicos e convulsivante do crack, sem aumentar a dose tomada. Aumento de sensibilidade pode explicar algumas mortes que ocorrem após doses aparentemente baixas decrack.
crack eleva a temperatura do corpo, podendo causar no dependente um acidente vascular cerebral. A droga também causa destruição de neurônios e provoca a degeneração dos músculos do corpo (rabdomiólise), o que dá uma aparência visivelmente alterada aos seus usuários contínuos, bem característica (esquelética): olhos esbugalhados e ossos da face salientes, braços e pernas finos e costelas aparentes. O crack inibe a fome, de maneira que os usuários só se alimentam quando não estão sob seu efeito narcótico. Outro efeito da droga é o excesso de horas sem dormir, e tudo isso pode deixar o dependente facilmente doente.
A maioria das pessoas que consomem bebidas alcoólicas não se torna alcoólatra (dependente de álcool). Isso também é válido para grande parte das outras drogas.[4] No caso docrack, com apenas três ou quatro doses, às vezes até na primeira, o usuário se torna completamente viciado[carece de fontes]. Normalmente o dependente, após algum tempo de uso da droga, continua a consumi-la apenas para fugir do desconforto da síndrome de abstinência — depressãoansiedade e agressividade —, comum a outras drogas estimulantes.
Após o uso, a pessoa apresenta quadros de extrema violência, agressividade que se manifesta a princípio contra a própria família, desestruturando-a em todos os aspectos, e depois, por consequência, volta-se contra a sociedade em geral, com visível aumento do número de crimes relacionados ao vício em referência[5].
O consumo de crack fumado através de latas de alumínio como cachimbo, uma vez que a ingestão de alumínio está associada a dano neurológico, tem levado a estudos em busca de evidências do aumento do alumínio sérico em usuários de crack.[6]

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Associação à prática de crimes

O uso do crack — e sua potente dependência psíquica — frequentemente leva o usuário que não tem capacidade monetária para bancar o custo do vício à prática de delitos para obter a droga. Os pequenos furtos de dinheiro e de objetos, sobretudo eletrodomésticos, muitas vezes começam em casa. Muitos dependentes acabam vendendo tudo o que têm a disposição, ficando somente com a roupa do corpo. Em alguns casos, podem se prostituir para sustentar o vício. O dependente dificilmente consegue manter uma rotina de trabalho ou de estudos e passa a viver basicamente em busca da droga, não medindo esforços para consegui-la. Tais "sintomas" foram mostrados pelo programa "Profissão Repórter", que foi ao ar pela Rede Globo no dia 16 de novembro de 2010. O crack pode causar doenças reumáticas, podendo levar o indivíduo a morte.
Embora seja uma droga mais barata que a cocaína, o uso do crack acaba sendo mais dispendioso: o efeito da pedra de crack é mais intenso, mas passa mais depressa, o que leva ao uso compulsivo de várias pedras por dia.
O pesquisador Luis Flávio Sapori, do Instituto Minas pela Paz, que realizou a mais aprofundada pesquisa sobre o assunto, financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, aponta que o crack é, sem dúvida, um fator de risco para a violência urbana. Segundo Sapori, não há uma política nacional de saúde pública para acolher o dependente químico que queira se tratar. Ao mesmo tempo, não há mecanismos para aqueles que necessitariam de uma internação involuntária.[7]

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Chances de recuperação e tratamento

As chances de recuperação dessa doença, que muitos especialistas chamam de "doença adquirida"[carece de fontes] (lembrando que a adição não tem cura),[carece de fontes] são das mais baixas que se conhece dentre todas as droga-dependências. A submissão voluntária ao tratamento por parte do dependente é difícil, haja vista que a "fissura", isto é, a vontade de voltar a usar a droga, é grande demais. Além disso, a maioria das famílias de usuários não tem condições de custear tratamentos em clínicas particulares ou de conseguir vagas em clínicas terapêuticas assistenciais, que nem sempre são idôneas.[8] Nas comunidades terapêuticas, as internações acontecem voluntariamente. Estão regulamentadas pela Resolução nº 101/2001 da Vigilância Sanitária, mas várias das que funcionam atualmente estão fora das normas.
É comum o dependente iniciar, mas abandonar o tratamento.[9]
A imprensa também tem mostrado as dificuldades sofridas por parentes de viciados em crack para tratá-los.[10] Casos extremos, de famílias que não conseguem ajuda no sistema público de saúde, são cada vez mais comuns.[11]
A melhor forma de tratamento desses pacientes ainda parece ser objeto de discussão entre especialistas. Muitos psiquiatras e autoridades posicionam-se a favor da internação compulsória em casos graves e emergenciais, cobrando revisão da legislação brasileira, que restringe severamente a internação compulsória de dependentes químicos,[1] e aumento de vagas em clínicas públicas que oferecem esse tipo de internação.[12] Contra a internação involuntária, há argumentos de que é muito baixa a eficácia do tratamento sem que haja o desejo da pessoa de se tratar. Por outro lado, admiti-la como foco de uma política de tratamento dos usuários de crack poderia abrir espaço para a violação de direitos humanos, como ressaltou Pedro Abramovay, em entrevista na Revista Cult, 165, ano 15, fevereiro 2012: "Não dá para não pensar na metáfora de Machado de Assis - a internação compulsória pode levar todos à Casa Verde [hospício criado por Simão Bacamarte em 'O Alienista']."
Desde 21/01/2013, entrou em vigor o programa de internação compulsória de viciados em drogas, do governo do Estado de SP.
Poucas cidades brasileiras possuem o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e drogas (CAPS AD). Essa modalidade de CAPS foi criada pela portaria ministerial nº 336 de 10 de fevereiro de 2002. Possui atendimento ambulatorial e hospital-dia com equipes interdisciplinares cuja a função é criar uma rede de atenção aos usuários de álcool e outras drogas.[13][14]
Outra estratégia de intervenção voltada à abordagem do usuário de crack são os chamados "Consultórios de Rua". [2]
A recuperação não é impossível, mas depende de muitos fatores, como o apoio familiar, da comunidade, a existência de rede de saúde adequada e, de modo especial, a persistência da pessoa (vontade de mudar). Além disso, quanto antes procurada a ajuda, mais provável o sucesso no tratamento. Segundo o médico psiquiatra Marcelo Ribeiro de Araújo, "Faz-se necessário a constituição de equipe interdisciplinar experiente e capacitada, capaz de lhes oferecer um atendimento intensivo e adequado às particularidades de cada um deles, contemplando suas reais necessidades de cuidados médicos gerais, de apoio psicológico e familiar, bem como de reinserção social".[15]
No caso de internação, pode ser de extrema importância o acompanhamento do usuário após esse período, para que não recaia no vício.
Seis vezes mais potente que a cocaína,[carece de fontes] o crack tem ação devastadora provocando lesões cerebrais irreversíveis e aumentando os riscos de um derrame cerebral ou de um infarto.[carece de fontes]
Diferentemente do que se poderia imaginar, porém, não são as complicações de saúde pelo uso crônico da droga, mas sim os homicídios, que constituem a primeira causa de morte entre os usuários, resultantes de brigas em geral, ações policiais e punições de traficantes pelo não-pagamento de dívidas contraídas nesse comércio. Outra causa importante são as doenças sexualmente transmissíveis, como a síndrome da imunodeficiência adquirida por exemplo, por conta do comportamento promíscuo que a droga gera. O modo de vida do usuário, enfim, o expõe à vitimização, muitas vezes e infelizmente levando-o a um fim trágico.
Estudos indicam que a porcentagem de usuários de crack que são vítimas de homicídio é significativamente elevada:[16] O pesquisador Marcelo Ribeiro de Araújo acompanhou 131 dependentes de crack internados em clínicas de reabilitação e concluiu que usuários de crack correm risco de morte oito vezes maior que a população em geral. Cerca de 18,5 por cento dos pacientes morreram após cinco anos. Destes, cerca de 60 por cento morreram assassinados, 10 por cento morreram de overdose e 30 por cento em decorrência de síndrome da imunodeficiência adquirida.

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Disseminação do vício

Cracolândia, ponto de consumo de crack em São Paulo
Estatísticas e apreensões policiais[carece de fontes] demonstram um aumento percentual do consumo de crack em relação às outras drogas, vindo seus usuários das mais variadas camadas sociais. Outros estudos[carece de fontes] relacionam a entrada docrack como droga circulante em São Paulo ao aumento da criminalidade e da prostituição entre os jovens, com o fim de financiar o vício. Na periferia da cidade de São Paulo, jovens prostitutas viciadas em crack são o nicho de maior crescimento da síndrome da imunodeficiência adquirida no Brasil.[carece de fontes]
Outras drogas, sobretudo a cocaína, funcionam, via de regra, como porta de entrada para o crack[carece de fontes] a que o usuário recorre por falta de dinheiro, para sentir efeitos mais fortes, ou ainda por curiosidade.
Ao local público onde legiões de usuários costumam se aglomerar para fazer uso da droga a mídia deu o nome de cracolândia. Esses mesmos locais são cenários de tráfico de entorpecentes, prostituição, etc., prejudicando sobremaneira o comércio nas adjacências. O efeito social do uso do crack é o mais deletério e, nesse sentido, o seu surgimento pode ser considerado um divisor de águas no submundo das drogas. As pedras começaram a ser usadas no ano de 1990 na periferia de São Paulo e, segundo se diz, de início as próprias quadrilhas de traficantes do Rio de Janeiro não permitiam a sua entrada, pois os bandidos temiam que o crack destruísse rapidamente sua fonte de renda: os consumidores.
Entretanto, em menos de dois anos a droga alastrou-se como uma praga por todo o Brasil. Recentes reportagens demonstram que o entorpecente tornou-se o mais comercializado nas favelas cariocas multiplicando os lucros dos traficantes [3].
Atualmente, pode-se dizer que há uma verdadeira "epidemia" de consumo do crack no País, atingindo cidades grandes, médias e pequenas. Efetivamente, é o que aponta recente pesquisa da Confederação Nacional de Municípios, amplamente divulgada, segundo a qual o crack é consumido em 98 por cento das cidades brasileiras.[17]
Segundo pesquisa do Instituto Nacional de Pesquisa de Políticas Públicas do Álcool e Outras Drogas (Inpad) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o Brasil é o maior mercado consumidor de crack do mundo. [4]
A disseminação do uso do crack configura ainda um grave problema de saúde pública, com tendência a acarretar forte impacto para o custeio do sistema público de saúde. Já existem precedentes e decisões de Tribunais de Justiça condenando o Poder Público Estadual a custear tratamentos a usuários crônicos da droga.
Alguns consumidores, em especial do sexo feminino, na prostituição de baixo nível, visando somar recursos para manter o próprio vício, utilizam-se da introdução de pequenas porções de crack em cigarros de maconha, no que é chamado de "desirée", "mesclado", "craconha" ou "criptonita", na gíria do meio consumidor e traficante de crack[18]. Esta prática também é utilizada por traficantes, que adicionam uma pequena quantidade de crack à maconha e vendem aos usuários, sem que estes saibam. É uma tática cruel para obter novos viciados.[6][19]

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Questões econômicas

Embora gere menos renda para o traficante por peso de cocaína produzida, o crack, sendo mais viciante, garante um mercado cativo de consumo.
A pressão sobre o tráfico de cocaína (de menor volume e maior valor agregado) para os países ricos tem deslocado o tráfico para o mercado de crack, passível de ser facilmente colocado para populações de baixa renda.[20]


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

CURSO - INTRODUÇÃO A DEPENDÊNCIA QUÍMICA

Alguma vez você já se perguntou por que a cannabis é mais perigoso para você do que os cigarros?
Se você pode se tornar viciado em ecstasy ou overdose de cocaína? 
Ou o que faz a heroína uma droga tão perigosa? 
Estas e outras perguntas são respondidas na série "Drogas" 


Pergunte aos especialistas. 

Nesta série de entrevistas que colocar maconha, cocaína, ecstasy e heroína sob os holofotes e falar francamente sobre os efeitos de produção, tráfico e prejudiciais de estas drogas ilícitas


Visite http://j.mp/12cLCW6 para ouvir ou baixar.

terça-feira, 6 de março de 2012

FRENTE PARLAMENTAR DE ENFRENTAMENTO AO CRACK E OUTRAS DROGAS NA RMC



A Frente Parlamentar de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas, da Assembleia Legislativa de São Paulo divulgou uma pesquisa feita na RMC o ano passado (2011) mostrou que das 49 cidades da região de Campinas, 37 não havia Conselhos Municipais de Entorpecentes (COMEN).
O trabalho de orientação, diálogo e prevenção que é feito pelos órgãos são de responsabilidade do município. Segundo o presidente do COMEN em Campinas, Roberto Santana (2011) o trabalho era feito em colégio, com as crianças e com a família do usuário. 
Pesquisa apontou funcionamento em 10 municípios e outros 2 haviam sido desativados. 
O estudo preliminar apontou que a droga mais consumida na região de Campinas é o crack, usado por 31% dos entrevistados.
De acordo com a pesquisa sobre consumo de droga aponta que a cocaína ocupa o segundo lugar (16%), seguida da maconha (11%). Os dados divulgados também mostram uma mudança no consumo, que há dois anos era liderado pela maconha.

CONTRATE OS SERVIÇOS DA D LUCA EXPANSIONE