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quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

COMBATE ASSÉDIO MORAL E SEXUAL E DISCRIMINAÇÃO NO TRABALHO


Ouvidoria do MPF promove ações para prevenir e combater assédio moral e sexual e discriminação no trabalho.

Palestras e orientações sobre como identificar e denunciar essas práticas vão marcar o mês em que se celebra o Dia Nacional de Combate ao Assédio Moral

Arte retangular com fundo na cor preta e a inscrição: '2 de maio - Dia de combate ao assédio moral', escrita em letras na cor rosa claro e mostarda

O assédio moral é uma conduta abusiva e repetitiva, que atenta contra a dignidade ou integridade física e psíquica do profissional, podendo causar problemas de saúde, ameaçar o emprego e prejudicar o ambiente de trabalho. Com o objetivo de prevenir e combater essa prática nociva, a Ouvidoria do Ministério Público Federal (MPF) realiza durante todo o mês de maio uma série de ações para ajudar o público interno e externo a identificarem a prática e denunciá-la. A iniciativa marca o Dia Nacional de Combate ao Assédio Moral, celebrado nesta quinta-feira (2).

Durante todo o mês, os canais internos e externos de comunicação do MPF trarão informações ao público sobre como identificar práticas de assédio moral e sexual e de discriminação no ambiente de trabalho. Também serão disseminadas orientações sobre o que fazer, em caso de presenciar ou de ser vítima dessas práticas nocivas, e como denunciar. “A iniciativa busca conscientizar tanto os profissionais que atuam no MPF, quanto trabalhadores em geral sobre a gravidade do problema, que traz grandes prejuízos para as pessoas, para as relações de trabalho e também para o desempenho dos serviços”, afirma o ouvidor-geral do MPF, Juliano Baiocchi.

A Ouvidoria também criou no portal uma área de perguntas e respostas sobre assédio moral, sexual e discriminação, para ajudar as pessoas a entenderem os riscos dessas práticas e o que as caracteriza. O link trará um resumo sobre os principais pontos abordados na cartilha “Assédio Moral, Sexual e Discriminação”, produzida pela Ouvidoria em parceria com o Comitê Gestor de Gênero e Raça (CGGR), e que traz informações detalhadas sobre como prevenir e combater o problema.

Em novembro, entrou em vigor a Política Nacional de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação que regulamentou o tratamento a ser dado à questão dentro da instituição. A norma prevê a criação de uma Comissão Nacional e várias locais, que ficarão encarregadas de definir ações para a prevenção de condutas de assédio moral, sexual e de discriminações nas unidades do MPF, além de medidas para acolhimento das vítimas, e solução do problema. A Ouvidoria vai coordenar o primeiro processo eleitoral para a escolha dos servidores que vão compor a Comissão Nacional. O processo deve ter início ainda no mês de maio.

Como denunciar – O trabalhador que suspeitar que está sofrendo assédio moral deve procurar a Ouvidoria do seu trabalho ou o sindicato e relatar o acontecido. A denúncia também pode ser feita a órgãos como o Ministério Público do Trabalho (MPT) e as Superintendências Regionais do Trabalho. A vítima pode ainda buscar assistência jurídica e, se for o caso, entrar com uma ação judicial contra o agressor para pleitear eventuais danos patrimoniais e morais. Nas hipóteses de assédio sexual e discriminação que configuram crime, a pessoa também pode registrar a ocorrência em uma delegacia.

Para comprovar a prática de assédio, é recomendado que a vítima anote todas as humilhações sofridas, os colegas que testemunharam o fato, bem como evite conversas sem testemunhas com o agressor. Buscar o apoio da família e dos amigos também é fundamental para quem passa por um processo de assédio moral.

Acesse aqui o canal de denúncias do MPT

Acesse aqui o canal de denúncias da Secretaria de Inspeção do Trabalho

Saiba mais sobre como identificar e combater o assédio moral e sexual acessando as cartilhas abaixo:

Cartilha “Assédio Moral, Sexual e Discriminação” (MPF)

Cartilha Assédio Sexual no Trabalho – Perguntas e Respostas (MPT)

Cartilha Assédio Moral e Sexual Previna-se (CNMP)



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sexta-feira, 6 de março de 2015

DICUSTIR IDEOLOGIA NA LUTA CONTRA DROGAS

A região da cidade de São Paulo que ficou conhecida pela triste alcunha de cracolândia, na Luz, concentra centenas de pessoas que usam crack, álcool e outras drogas de forma compulsiva. Na maioria dos casos, o alto grau de dependência os impede de ter consciência sobre sua real condição.

São doentes graves, que precisam de ajuda médica e psicológica. Muitos possuem comorbidades (coexistência de doenças), como Aids, sífilis, tuberculose e hepatites virais, entre outras doenças associadas.

A dependência química é uma doença crônica, tal como câncer, diabetes e hipertensão. Em estágios avançados ou quando o problema torna-se agudo, para qualquer outro problema de saúde indica-se internação hospitalar de curta ou média duração visando à estabilização do quadro. Por que então deve ser diferente com quem é usuário de drogas?

Não há espaço para discutir ideologias. A luta antimanicomial foi muito importante, mas hoje, passados 15 anos da reforma psiquiátrica, é preciso reconhecer que a rede pública deixou de criar soluções efetivas para os casos de saúde mental mais graves e extremos – e que, por sua natureza, precisam de internação e tratamento intensivo, com medicamentos e equipe multidisciplinar.

Não se preconiza internações indiscriminadas de dependentes químicos, mas elas devem ser indicadas quando o caso é realmente grave, colocando, inclusive, em risco as vidas dos pacientes.

Na cracolândia, mais de 80% dos dependentes que são encaminhados ao Cratod (Centro de Referência em Álcool, Tabaco e outras Drogas) são classificados como doentes graves e que precisam de internação em serviços especializados. Necessitam de um período de abstinência mínimo, de desintoxicação, para depois seguirem o tratamento em nível ambulatorial ou, em alguns casos, em comunidades terapêuticas que irão ajudá-los a voltarem à rotina do dia a dia, reinseridos na sociedade. Esse índice, altíssimo, decorre da condição gravíssima de debilidade psíquica e física dos usuários que frequentam a região.

O mesmo percentual de internações recomendadas para dependentes químicos não se observa em relação a pacientes que chegam por demanda espontânea ao Cratod, via serviço telefônico do Programa Recomeço ou mesmo aqueles encaminhados pelos Caps (Centros de Atenção Psicossocial).

No Cratod há uma Unidade de Acolhimento e um serviço judicial, composto por médicos e representantes do Ministério Público e da OAB, que visa dar maior celeridade às internações involuntárias ou compulsórias, indicadas pela própria reforma psiquiátrica para os casos gravíssimos.

Desde 21 de janeiro de 2013, quando o serviço começou, foram realizados mais de 14 mil acolhimentos e quase 8 mil encaminhamentos de dependentes para internação, 87% dos quais de forma voluntária, ou seja, com o consentimento do paciente.

Quando o usuário da cracolândia opta pelo tratamento efetivo, e numa condição grave que demanda abstinência total, a prefeitura de São Paulo o encaminha para o programa Recomeço, do governo do Estado, porque não dispõe de nenhum serviço de internação, atualmente.

Hoje são cerca de 3 mil vagas exclusivas para tratamento de dependência química na rede pública do Estado São Paulo, seis vezes mais do que havia em janeiro de 2011, em serviços próprios ou contratados, e que são financiados exclusivamente pelo tesouro estadual.

Além disso, o Estado mantém o "Recomeço Família", que tem o objetivo de acolher, orientar e apoiar os familiares de dependentes químicos, oferecendo acesso a informações sobre tratamento, palestras, atendimentos individuais e terapia em grupo. Com essa iniciativa, busca-se oferecer recursos para que os familiares do dependente possam obter qualidade de vida e minimizar as chances do desenvolvimento de doenças e transtornos emocionais, decorrentes do impacto da convivência com o familiar dependente químico.

É fundamental que o poder público ofereça oportunidades para que o dependente químico deixe esta condição, por meio de desintoxicação para os casos mais agudos, recuperação e reinserção na sociedade e no mercado de trabalho. Uma etapa de cada vez, sem atropelos, como deve ser.

Ronaldo Laranjeira
é psiquiatra, professor titular do departamento de Psiquiatria da Unifesp e coordenador do programa Recomeço, do governo do Estado de São Paulo


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

TRAFFIC


TRAFFIC, filme de Steven Soderbergh


(Psychiatry On-line Brazil (6) abril 2001 - http://www.polbr.med.br/arquivo/psi0401.htm#)


O filme TRAFFIC de Steven Soderbergh tem a sobriedade adequada aos objetivos que visam mostrar o problema das drogas em toda sua complexidade, sem os apelos fáceis advindos do moralismo pequeno-burguês e sem se arvorar a propor soluções que, na maioria das vezes, se revelam como simplistas e policialescas.

Em Traffic não vamos ver apenas jovens negros fumando crack nos guetos urbanos norte-americanos. Pelo contrário, vemos como a droga penetra completamente a sociedade americana, permeando todos os seus extratos, sem poupar a ninguém. Ela se infiltra desde as favelas até o mais íntimo dos redutos WASP (white, anglo-saxon and protestant), ou seja, a elite detentora do poder.

A história se desenrola em torno de três núcleos, formalmente marcados por diferentes tonalidades de cor, efeito do uso de diferentes filtros durante a filmagem. O frio azul para Washington e o jogo do poder, o sujo marrom para as tramóias mexicanas, o pleno tecnicólor para os bairros de luxo da Califórnia onde moram os barões da droga.

TRAFFIC apresenta um único senão, referente à excessiva contenção de Soderbergh, que, em sua imparcialidade no trato da trama, quase transforma seu filme num documentário de super-luxo, perdendo assim a oportunidade de temperar sua história com necessárias pitadas de dramaticidade, o que deixa um tanto insosso o filme.

A meu ver, o valor maior de TRAFFIC reside no não incidir na postura hipócrita mais comum usada por Hollywood ao abordar o tema do tráfico e do uso da droga. Em TRAFFIC, toda a ênfase recai não na produção da droga, nos confins do Terceiro Mundo, apodrecido e corrupto, que precisa ser salvo pelos mocinhos do Primeiro Mundo (CIA, ajuda militar, pressões diplomáticas, etc).

Nada disso. Aqui vemos a podridão e a corrupção dentro do Primeiro Mundo, dentro da sociedade americana, envolvendo todos os escalões. É, em última instância, o que financia o tráfico de drogas.

TRAFFIC finalmente diz o óbvio: se há produção da droga, é porque há um consumo, e esse consumo se dá exatamente dentro do rico e poderoso Primeiro Mundo.

O problema das drogas não tem soluções fáceis nem a curto prazo. Timidamente o filme aponta para uma possível saída – o investir nas novas gerações, o proteger e cuidar melhor das crianças, a necessidade de refletir sobre o que acontece na sociedade que a leva a esse consumo fatal, que mina sua maior riqueza – a esperança no futuro, nas novas gerações.

Hoje em dia, não se ignora mais que o narcotráfico com seus narcodólares movimenta o mercado financeiro internacional, com o beneplácito dos grandes banqueiros e paraísos fiscais.

Fortíssimos interesses afastam o enfoque claro deste problema, quer seja no que diz respeito à novas leis sobre sigilo bancário e a própria existência dos paraísos fiscais, bem como quanto a legalização da droga, que mudaria inteiramente o atual estado de coisas. É de se pensar até onde são manipulados efetivos problemas éticos e morais ligados ao consumo da droga, com fins de manutenção da situação, tal como hoje se apresenta.

Do ponto de vista analítico, diria que TRAFFIC mostra o abandono da projeção (o mal está no outro, na produção da droga nos confins das selvas latino-americanas, onde governos corruptos e podres estão mancomunados com os traficantes) para o do insight ( nós somos os que consumimos a droga, é em função deste poderoso fluxo de dinheiro que dispomos na compra da droga que ela é produzida; a corrupção e a podridão estão também em nossas instituições; não podemos, nós, norte-americanos, posarmos de vítimas ou heróis nesta guerra suja, temos participação definitiva na criação e manutenção desta guerra).


*Sérgio Telles (54) é psicanalista do Departamento de Psicanálise de Instituto Sedes Sapientiae e escritor, autor de MERGULHADOR DE ACAPULCO (1992 – Imago – Rio) 

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

EXPLOSÃO DE DROGAS SINTÉTICAS NA EUROPA


  • Explosão das drogas sintéticas preocupa Europa (01/02/2013)

  • A União Europeia (UE) alertou na última quinta-feira para o forte aumento da demanda pelas chamadas drogas "de design", sintetizadas na China e que podem ser compradas pela internet, enquanto a cocaína perde popularidade, embora se mantenha, atrás da maconha, como segunda droga ilegal mais consumida.

    "Na Europa e em todo o mundo presta-se atenção (...) nas novas drogas e nas novas pautas de consumo", destacou um relatório elaborado pelo Centro de Controle Europeu de Dependência à Droga e a Europol.

    "Esta atenção se vê alimentada pelas mudanças produzidas na tecnologia das comunicações", já que em muitos casos as drogas podem ser compradas como "euforizantes legais" na internet ou "em lojas especializadas".

    O termo "droga de design" é usado, desde os anos 1980, para designar os compostos do "ecstasy" (MDMA e outros, como os canabinoides sintéticos) e se aplica a substâncias "destinadas a imitar os efeitos das drogas controladas, porém modificando sutilmente sua estrutura química para escapar dos controles existentes", destacou o informe.

    A maioria destas novas "substâncias psicotrópicas que se negocia no mercado europeu de drogas ilegais" se fabrica na China e, em menor medida, na Índia.

  • Autor:
  • Fonte: AFP

domingo, 3 de fevereiro de 2013

LIBERAÇÃO DAS DROGAS



NOVOS VENTOS
Por Walter Hupsel | On The Rocks – sex, 1 de fev de 2013

Depois de um século de proibicionismo, hipocrisias e milhões de vítimas da “guerra às drogas”, há um sopro de mudança no ar. Aos poucos vamos abandonando um moralismo seletivo que estimula algumas drogas e bane outras.
O consumo de ansiolíticos, um fármaco que diminui a ansiedade e a tensão, já supera o consumo de maconha na Espanha. Em Minas Gerais virou ‘moda’. Isso sem falar no enorme e estimulado consumo de bebidas alcoólicas, cujas propagandas podem ser vistas em qualquer canal de TV depois de um certo horário.
A ‘demonização’ de algumas outras drogas, e a consequente tentativa de bani-las, é uma história bem contada e documentada nos livros. As razões são sabidas e misturam disputas econômicas,preconceitos culturais e uma enorme dose de fanatismo religioso, para o qual o prazer deve ser proibido numa vida ascética.
Fracassada a tentativa de normatizar o prazer individual, de alguns dizerem o que um indivíduo pode ou não fazer consigo mesmo, fracassada fragorosamente a “guerra às drogas”, que só serviu para inchar os presídios, matar centenas de milhares de pessoas e jogar fora trilhões de dólares na tentativa de manter o monopólio da fabricação de drogas com a indústria farmacêutica, parece que a ficha está caindo.
Alguns estados americanos estão liberando o uso da maconha para fins medicinais, e outros, mais além, para o mero uso recreativo. A Colômbia estuda liberar tanto o ecstasy quanto o LSD (o porte de uma determinada quantidade de maconha e de cocaína já é legal)
No Brasil, há algumas parcas e louváveis iniciativas que se deparam com a velha ladainha do recrudescimento penal que alimenta uma enorme rede de prisões e corrupções.
Além de ser uma questão de liberdade individual, de um “crime sem vítima”, só a legalização do fabrico e do comércio evita que mais e mais mortes ocorram. É a ilegalidade que impele o comércio de entorpecentes ao crime, já que um comerciante de substâncias ilícitas não pode, por definição, usar o judiciário e o sistema legal.
Há uma perspectiva de mudança no ar. Talvez estejamos, finalmente, encerrando o autoritário século 20.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

DIABETES X ÁLCOOL


Álcool provoca um processo inflamatório no cérebro que pode tornar a pessoa resistente à insulina, diz pesquisa

O consumo exagerado de álcool de uma vez só, como a ingestão de quatro a cinco doses de bebida em um período de duas horas, é suficiente para elevar o risco de uma pessoa desenvolver diabetes. Isso porque, segundo um estudo da Faculdade de Medicina Mount Sinai, nos Estados Unidos, o excesso de álcool perturba a regulação dos níveis de glicose pelo cérebro — e não pelo fígado, como outros trabalhos já apontaram. A pesquisa, feita a partir de testes com ratos de laboratório, foi publicada nesta quarta-feira na revista Science Translational Medicine.

Nos testes, a equipe de pesquisadores deu a ratos, durante três dias, doses diárias de etanol para simular a bebedeira. Depois, os animais passaram por um exame de tolerância à glicose e tiveram analisadas as suas atividades cerebrais. Segundo o estudo, os ratos se tornaram resistentes à insulina, hormônio responsável por regular a taxa de glicose no sangue. Assim, com o consumo excessivo de álcool, eles não conseguiram frear a produção de glicose no corpo, aumentando os níveis da substância na corrente sanguínea.

A equipe descobriu que isso ocorreu pois a bebida alcoólica causa uma inflamação no hipotálamo (parte do cérebro que regula processos metabólicos) e danifica os receptores de sinais de insulina no cérebro, que estão localizados nessa região do órgão. A partir desses resultados, os autores sugerem que os efeitos nocivos do álcool vão além das doenças no fígado, mas também atingem a regulação do metabolismo feita pelo cérebro. Além disso, os pesquisadores acreditam que bloquear a substância que inibe os receptores de sinais de insulina no cérebro possa ser uma solução para pessoas que têm uma resposta anormal à glicose.

Fonte: Veja

REALIDADE DAS DROGAS EM DIVINOPOLIS


Do G1 Triângulo Mineiro
A situação na qual se encontram os programas de recuperação de usuários de drogas em Divinópolis, no Centro-Oeste, é preocupante. O município, considerado pólo em saúde pública na região, está deixando de receber recursos para o tratamento de usuários por falta de qualificação nas casas de apoio.
Na cidade não existem casas de recuperação mantidas pelo governo municipal, estadual ou federal. Os usuários em situação crítica são levados para o Sersam ou para a Clínica Bento Meni, onde a Prefeitura mantém convênios. O problema, no entanto, é que faltam vagas.
A Prefeitura estimou que a cidade tenha, pelo menos, 2.200 dependentes químicos e a maioria necessita de tratamento. Para esta população são 11 casas de apoio oferecendo 250 vagas. O déficit é evidente, mas é apenas parte de um problema bem mais complexo.


Enquanto isso, pessoas como Januário Saulo Souza Santos, de 25 anos, se esforçam para abandonar o vício em locais onde a infraestrutura não é a ideal. Ele está há quase dois meses sem fumar crack e com o trabalho na cozinha de uma casa de apoio ele tenta esquecer o passado, vencer o vício e ter uma nova vida. "O crack tirou minha auto-estima, minha dignidade. Tirou minha esposa, meu filho. Só não tirou minha vida porque acho que não era hora e Deus tem um propósito para mim", afirmou.



Márcio Freitas coordena a Casa Dia na cidade e reconheceu que largar o crack é uma batalha difícil e se torna ainda mais complicada quando faltam casas de apoio ou quando as mesmas não são qualificadas. "As casas precisam de um projeto terapêutico", disse.

Trinta e duas pessoas estão internadas no local onde Márcio trabalha, local se encontra em um estágio avançado de adaptações para receber recursos financeiros do governo estadual. Enquanto isso, a instituição se mantém com doações. "A gente tem um tA situação poderia ser melhor, já que em 2012 o governo federal lançou o Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras drogas, disponibilizando R$ 4 bilhões para que os municípios brasileiros empregassem no combate aos entorpecentes até o ano de 2014. Entretanto, Divinópolis não está inscrita no projeto.Telemarketing, parceria com a Cemig, que desconta o valor da doação na coSegundo o secretário de Desenvolvimento Social e Políticas Contra as Drogas do município, Paulo Prazeres, isto ocorre porque dez das 11 casas estão em situação irregular. "Falando de recursos, nosso município precisa se organizar para poder recebê-los. Outro ponto é que nossas casas não cumpriam as regulamentações exigidas pelo Ministério da Saúde. Fizemos um diagnóstico, devolvemos para a direção delas estamos pactuando paulatinamente a organização dessas instituições", declarou Paulo.

Uma alternativa encontrada para atender tamanha demanda, foi a criação do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). Uma equipe que atenderá nas ruas também está em fase de criação. Mas, o secretário explicou que a situação é crítica, já que as casas não são adaptadas para receber o recurso.

Prefeito Vladmir xx espera receber recursos do governo em breve (Foto: reprodução/TV Integração)
Prefeito Vladmir Azevedo espera receber recursos
do governo (Foto: reprodução/TV Integração)
Já o prefeito Vladimir Azevedo, que nesta semana participou do encontro dos prefeitos eleitos em Brasília (DF), afirmou que está programada para o próximo dia 15 de fevereiro uma reunião interministerial para tratar do combate ao crack. Ele contou que o durante o encontro o governo lançou o programa ‘Crack: podemos vencer’, o qual será responsável pelos repasses de recursos para o combate a dependência química e também ao tráfico. Segundo ele, os diagnósticos feitos até o momento seguem um passo a passo.
"Inicialmente, essas casas de apoio precisam se adaptar conforme exige a Vigilância Sanitária. Porém, agora temos um projeto. Espero que ele venha de forma estruturada, com financiamento equilibrado de custeio para que possamos tratar do tema. Acredito que agora todos vão começar a trabalhar na mesma lógica", afirmou o prefeito.


Enquanto a burocracia dificulta a recuperação dos dependentes, Januário disse que tem sorte em poder contar com o apoio da família. "O que dá forças para continuar são eles, além do meu filho de dez meses. Quero ser um pai para ele, não quero ter vício, quero trabalhar e ser honesto. Estou vencendo aos poucos, conhecendo uma nova maneira de viver", concluiu.

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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

DROGAS NO BRASIL


Luta do Brasil contra traficantes de drogas esticada fina ao longo de suas fronteiras porosas

A fronteira de selva entre Brasil e Bolívia é maior do que a fronteira EUA-México, mas a tarefa de conter a cocaína que funcionários de drogas dizem está inundando o país cai para um punhado de policiais brasileiros.

Em aldeias de fronteira minúsculos, os agentes fazem suas rondas, exortando os moradores a denunciar o que viram. Em uma lancha, outros patrulhar o rio Mamoré que separa os dois países, adivinhando qual das canoas motorizadas está realizando inúmeras drogas com destino a grandes cidades do Brasil.

"Aqui, o problema é grave, com muitas drogas que cruzam constantemente", disse Alexandre Barbosa, um dos 35 policiais federais atribuídos a este sector no estado de Rondônia, no extremo oeste do Brasil. "Você vê esta região, onde a fronteira é separada por um rio. Cada 100 metros, ou às vezes menos, você vê uma porta. Então você pode mover-se de um porto a outro muito rápido."

A maré não está favorecendo o Brasil, que está passando a última tendência no tráfico de drogas transnacional na América do Sul. Autoridades policiais e de saúde dizem que a demanda por cocaína e seu derivado altamente viciante, crack, está em ascensão no Brasil, assim como os traficantes estão buscando novos mercados para tirar a folga deixada pela queda do consumo nos Estados Unidos. O desafio enfrentado por políticos do Brasil é como nenhum outro para um país grande consumo: partes do Brasil a metade de sua fronteira 16.000 km de comprimento com o mundo três maiores produtores de cocaína, Bolívia, Colômbia e Peru.

Com algo entre 1 milhão e 2 milhões de usuários de cocaína, o Brasil tem sido o mercado mundial de n º 2, durante anos, dizem os especialistas em drogas. E o país oferece traficantes um mercado cada vez mais atraente por causa da sua classe média em rápida expansão. "O Brasil está sendo inundado", disse Bo Mathiasen, um oficial sênior de drogas das Nações Unidas. "Se você é de tráfico de cocaína, e você sabe que há um grande mercado em crescimento, que é onde você quer ir."

Um país que uma vez viu o grande tráfico de drogas como um problema dos EUA, com pouco impacto sobre si mesmo agora é diretamente focado na realização de uma estratégia que se baseia fortemente no reforço das fronteiras porosas que compartilha com 10 países.

Desde o anúncio de um plano estratégico fronteira em 2011, a presidente Dilma Rousseff enviou milhares de soldados para a fronteira, muitos deles com poderes especiais da polícia. O governo também mudou-se para aumentar o número de policiais que, até recentemente, eram apenas um policial para cada 16 quilômetros de fronteira, de acordo com um relatório de auditor federal. Uma frota de drones aéreos ajuda a monitorar as regiões mais remotas da selva fronteira com a Bolívia e outros países.

"Nós vemos isso como um problema de segurança e, às vezes, um problema de defesa nacional", disse Regina Miki, secretária nacional de segurança pública no Ministério da Justiça. "É um problema de soberania".

Autoridades dizem que as táticas estão custando bilhões de dólares. Mas o Brasil considera o dinheiro um investimento importante como o país funciona em sua imagem, em preparação para a Copa do Mundo de 2014 e Jogos Olímpicos de Verão de 2016.

Os Estados Unidos é o compartilhamento de inteligência para ajudar os esforços do Brasil interdição, disse um funcionário do Departamento de Estado que trabalha sobre questões de droga, falando em condição de anonimato devido à natureza sensível da cooperação entre os dois países.

"Os brasileiros sabem que têm um problema", disse o funcionário. "Eles viram o que aconteceu com a gente nos Estados Unidos quando o crack tomou conta, e eles têm sido na vanguarda de tentar chegar à frente da curva."

Gil Kerlikowske, diretor do Escritório da Casa Branca de Política Nacional de Controle de Drogas, disse que a cooperação vai além de interdição para tratamento de drogas, um pilar do plano do Brasil para enfraquecer o tráfico de drogas. No entanto, em muitos aspectos, os métodos do Brasil tiveram alguns dos mesmos resultados que o linha-dura guerra-contra-drogas abordagem adotada pelos Estados Unidos.

A população do Brasil de prisão mais do que duplicou desde 2000, e as apreensões de drogas, uma medida favorecida por políticos americanos para medir o sucesso, aumentou seis vezes no mesmo período de tempo.

A nova estratégia brasileira vem como mudanças significativas já começaram a tomar posse nos tradicionais países cocaína produtores e consumidores.

Na Colômbia, há muito o maior produtor de cocaína eo fornecedor 1 Não para os mercados americano e europeu, a quantidade de terra usada para cultivo de coca, a folha utilizada para a fabricação da droga, caiu mais da metade desde 2001. E o governo disse USS potencial da Colômbia para produzir cocaína caiu de 700 toneladas métricas uma dúzia de anos atrás, para menos de 200 toneladas métricas em 2011.

Colombiano e americano de crédito funcionários um programa multibilionário de fumigação aérea, em grande parte financiada por Washington, bem como a assistência e treinamento que ajudaram as forças de segurança derrotar tráfico de drogas rebeldes e cartéis de cocaína tradicionais.

Além disso, de 2012 a ONU Relatório Mundial sobre Drogas, diz que o uso de cocaína nos Estados Unidos caiu em dois terços desde 1982, com a queda particularmente notável desde 2006.

Mas a produção de coca pegou dramaticamente nos últimos anos no Peru e na Bolívia, como traficantes ajustado e home-grown roupas de contrabando de cocaína apareceu. A quantidade de cocaína ambos os países produzem subiu, de acordo com estimativas feitas pelo escritório Kerlikowske antidrogas da Casa Branca. "Claramente, o Peru ea Bolívia têm uma espécie de eclipse do problema da Colômbia", disse Kerlikowske.

Cocaína boliviana e peruana é contrabandeada para a Europa e para o sul para um dos maiores mercados do continente, a Argentina, onde o consumo per capita de cocaína rivalizava com a dos Estados Unidos e os países europeus, as autoridades americanas, européias e brasileiras dizem.

Mas o grande prêmio para os traficantes de drogas foi o Brasil, com quase 200 milhões de pessoas. E a maioria da cocaína consumida aqui é boliviano, de acordo com a polícia brasileira.

Isso, também, é uma ruptura com o passado, quando a cocaína boliviana chegou às ruas de Washington e Nova York.

"A Bolívia é realmente deixou de ser uma ameaça, em comparação com a década de 1980, para os EUA", disse Eduardo Gamarra, um professor boliviano-nascido de assuntos latino-americanos da Florida International University de Miami. "O mercado de cocaína para a Bolívia está no Brasil. É em São Paulo. Está em Belo Horizonte. É nas cidades, e está crescendo."

Sabino Mendoza, consultor em questões de coca para o governo do presidente Evo Morales na Bolívia, disse em uma entrevista em La Paz que a Bolívia não se considera um país tráfico. Ele disse que o problema é a cocaína peruana que segue o seu caminho através de Bolívia em rota para o Brasil.

"Para nós e para o Brasil, obviamente é uma preocupação", disse ele. "E entre os dois países que estão resolvendo isso."

Aqui na fronteira - no estado brasileiro de Rondônia - policiais federais dão pouca atenção à origem da cocaína. O que eles sabem, eles dizem, é que tanto bolivianos e traficantes brasileiros estão envolvidos.

Como ele dirige um barco de patrulha com três outros oficiais sobre o Mamoré, Jonas Marques diz traficantes trabalhar para obter a droga para a cidade gritty fronteira boliviana de Guayaramerin. "É uma cidade onde o tráfico domina", disse ele.

Os medicamentos são estocados lá e em outras comunidades e, posteriormente, levado para o Brasil a bordo de aviões de pequeno porte ou trazidos através de rio.

Traficantes pagar R $ 50/kg. As drogas são posteriormente enviados para a capital do estado, Porto Velho, para cerca de US $ 250/kg e, finalmente, vendido por até US $ 6.000 em São Paulo ou outras grandes cidades brasileiras. "As pessoas compram cocaína muito mais do que eles fizeram dois, três ou cinco anos atrás", disse Marques. "Então, o negócio é sempre crescente. É bastante rentável."

• Este artigo foi publicado no Guardian Weekly, que incorpora material do Washington Post

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

DROGAS NA LONGA FRONTEIRA DO BRASIL

A fronteira de selva entre Brasil e Bolívia é maior do que a fronteira EUA-México, mas a tarefa de conter a cocaína que funcionários de drogas dizem está inundando o país cai para um punhado de policiais brasileiros.
Em aldeias de fronteira minúsculos, os agentes fazem suas rondas, exortando os moradores a denunciar o que viram. Em uma lancha, outros patrulhar o rio Mamoré que separa os dois países, adivinhando qual das canoas motorizadas está realizando inúmeras drogas com destino a grandes cidades do Brasil.
"Aqui, o problema é grave, com muitas drogas que cruzam constantemente", disse Alexandre Barbosa, um dos 35 policiais federais atribuídos a este sector no estado de Rondônia , no extremo oeste do Brasil. "Você vê esta região, onde a fronteira é separada por um rio. Cada 100 metros, ou às vezes menos, você vê uma porta. Então você pode mover-se de um porto a outro muito rápido."
A maré não está favorecendo o Brasil, que está passando a última tendência no tráfico de drogas transnacional na América do Sul.Autoridades policiais e de saúde dizem que a demanda por cocaína e seu derivado altamente viciante, crack, está em ascensão no Brasil , assim como os traficantes estão buscando novos mercados para tirar a folga deixada pela queda do consumo no Estados Unidos . O desafio enfrentado por políticos do Brasil é como nenhum outro para um país grande consumo: partes do Brasil a metade de sua fronteira 16.000 km de comprimento com o mundo três maiores produtores de cocaína, Bolívia, Colômbia e Peru .
Com algo entre 1 milhão e 2 milhões de usuários de cocaína, o Brasil tem sido o mercado mundial de n º 2, durante anos, dizem os especialistas em drogas. E o país oferece traficantes um mercado cada vez mais atraente por causa da sua classe média em rápida expansão."O Brasil está sendo inundado", disse Bo Mathiasen, um veterano da ONU oficial de drogas. "Se você é de tráfico de cocaína, e você sabe que há um grande mercado em crescimento, que é onde você quer ir."
Um país que uma vez viu o grande tráfico de drogas como um problema dos EUA, com pouco impacto sobre si mesmo agora é diretamente focado na realização de uma estratégia que se baseia fortemente no reforço das fronteiras porosas que compartilha com 10 países.
Desde o anúncio de um plano estratégico fronteira em 2011, presidenteDilma Rousseff enviou milhares de soldados para a fronteira, muitos deles com poderes especiais da polícia. O governo também mudou-se para aumentar o número de policiais que, até recentemente, eram apenas um policial para cada 16 quilômetros de fronteira, de acordo com um relatório de auditor federal. Uma frota de drones aéreos ajuda a monitorar as regiões mais remotas da selva fronteira com a Bolívia e outros países.
"Nós vemos isso como um problema de segurança e, às vezes, um problema de defesa nacional", disse Regina Miki, secretária nacional de segurança pública no Ministério da Justiça. "É um problema de soberania".
Autoridades dizem que as táticas estão custando bilhões de dólares.Mas o Brasil considera o dinheiro um investimento importante como o país funciona em sua imagem, em preparação para o futebol da Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de Verão 2016 .
Os Estados Unidos é o compartilhamento de inteligência para ajudar os esforços do Brasil interdição, disse um funcionário do Departamento de Estado que trabalha sobre questões de droga, falando em condição de anonimato devido à natureza sensível da cooperação entre os dois países.
"Os brasileiros sabem que têm um problema", disse o funcionário. "Eles viram o que aconteceu com a gente nos Estados Unidos quando o crack tomou conta, e eles têm sido na vanguarda de tentar chegar à frente da curva."
Gil Kerlikowske, diretor do Escritório da Casa Branca de Política Nacional de Controle de Drogas, disse que a cooperação vai além de interdição para tratamento de drogas, um pilar do plano do Brasil para enfraquecer o tráfico de drogas. No entanto, em muitos aspectos, os métodos do Brasil tiveram alguns dos mesmos resultados que o linha-dura guerra-contra-drogas abordagem adotada pelos Estados Unidos.
A população do Brasil de prisão mais do que duplicou desde 2000, e as apreensões de drogas, uma medida favorecida por políticos americanos para medir o sucesso, aumentou seis vezes no mesmo período de tempo.
A nova estratégia brasileira vem como mudanças significativas já começaram a tomar posse nos tradicionais países cocaína produtores e consumidores.
Na Colômbia, há muito o maior produtor de cocaína eo fornecedor 1 Não para os mercados americano e europeu, a quantidade de terra usada para cultivo de coca, a folha utilizada para a fabricação da droga, caiu mais da metade desde 2001. E o governo disse USS potencial da Colômbia para produzir cocaína caiu de 700 toneladas métricas uma dúzia de anos atrás, para menos de 200 toneladas métricas em 2011.
Colombiano e americano de crédito funcionários um programa multibilionário de fumigação aérea, em grande parte financiada por Washington, bem como a assistência e treinamento que ajudaram as forças de segurança derrotar tráfico de drogas rebeldes e cartéis de cocaína tradicionais.
Além disso, o 2012 da ONU Relatório Mundial sobre Drogas , diz que o uso de cocaína nos Estados Unidos caiu em dois terços desde 1982, com a queda particularmente notável desde 2006.
Mas a produção de coca pegou dramaticamente nos últimos anos no Peru e na Bolívia, como traficantes ajustado e home-grown roupas de contrabando de cocaína apareceu. A quantidade de cocaína ambos os países produzem subiu, de acordo com estimativas feitas pelo escritório Kerlikowske antidrogas da Casa Branca. "Claramente, o Peru ea Bolívia têm uma espécie de eclipse do problema da Colômbia", disse Kerlikowske.
Cocaína boliviana e peruana é contrabandeada para a Europa e para o sul para um dos maiores mercados do continente, a Argentina , onde o consumo per capita de cocaína rivalizava com a dos Estados Unidos e os países europeus, as autoridades americanas, européias e brasileiras dizem.
Mas o grande prêmio para os traficantes de drogas foi o Brasil, com quase 200 milhões de pessoas. E a maioria da cocaína consumida aqui é boliviano, de acordo com a polícia brasileira.
Isso, também, é uma ruptura com o passado, quando a cocaína boliviana chegou às ruas de Washington e Nova York.
"A Bolívia é realmente deixou de ser uma ameaça, em comparação com a década de 1980, para os EUA", disse Eduardo Gamarra, um professor boliviano-nascido de assuntos latino-americanos da Florida International University de Miami. "O mercado de cocaína para a Bolívia está no Brasil. É em São Paulo. Está em Belo Horizonte. É nas cidades, e está crescendo."
Sabino Mendoza, consultor em questões de coca para o governo do presidente Evo Morales na Bolívia, disse em uma entrevista em La Paz que a Bolívia não se considera um país tráfico. Ele disse que o problema é a cocaína peruana que segue o seu caminho através de Bolívia em rota para o Brasil.
"Para nós e para o Brasil, obviamente é uma preocupação", disse ele. "E entre os dois países que estão resolvendo isso."
Aqui na fronteira - no estado brasileiro de Rondônia - policiais federais dão pouca atenção à origem da cocaína. O que eles sabem, eles dizem, é que tanto bolivianos e traficantes brasileiros estão envolvidos.
Como ele dirige um barco de patrulha com três outros oficiais sobre o Mamoré, Jonas Marques diz traficantes trabalhar para obter a droga para a cidade gritty fronteira boliviana de Guayaramerin. "É uma cidade onde o tráfico domina", disse ele.
Os medicamentos são estocados lá e em outras comunidades e, posteriormente, levado para o Brasil a bordo de aviões de pequeno porte ou trazidos através de rio.
Traficantes pagar R $ 50/kg. As drogas são posteriormente enviados para a capital do estado, Porto Velho, para cerca de US $ 250/kg e, finalmente, vendido por até US $ 6.000 em São Paulo ou outras grandes cidades brasileiras. "As pessoas compram cocaína muito mais do que eles fizeram dois, três ou cinco anos atrás", disse Marques. "Então, o negócio é sempre crescente. É bastante rentável."
• Este artigo apareceu no Guardian Weekly , que incorpora material do Washington Post

BRASIL AVALIA USO DA PÍLULA ANTICONCEPCIONAL DIANE 35


Carolina Gonçalves*
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Em 90 dias, a pílula anticoncepcional Diane 35 e todos os genéricos do medicamento vão deixar de ser vendidos no mercado francês. A medida anunciada hoje (30) pelo diretor-geral da agência francesa de segurança dos medicamentos, Dominique Maraninchi, inclui todos os lotes da pílula, que serão retirados das prateleiras das farmácias.

Apesar do anúncio em resposta às denúncias internacionais sobre possíveis problemas de saúde provocados pelo uso da pílula, Maraninchi recomendou que pacientes que fazem uso do remédio não interrompam o tratamento antes de procurar um médico para pedir orientação. Estima-se que, atualmente, 315 mil mulheres tomem Diane 35 na França.

A ministra da Saúde da França, Marisol Touraine, tentou tranquilizar as mulheres que usam o Diane e afirmou que a pílula é o método anticoncepcional mais utilizado pelas francesas. Marisol Touraine pediu que as pessoas não entrem em pânico com as denúncias veiculadas nos últimos dias.

Em todo o mundo, foram relatados 125 casos de trombose venosa e quatro mortes de mulheres usuárias da pílula nos últimos 25 anos. As mulheres que apresentaram graves problemas de saúde com a pílula Diane 35, com idades entre 18 e 42 anos, sofreram acidentes vasculares variados, como embolia pulmonar ou derrame.

Na França, a pílula fabricada pelo laboratório alemão Bayer começou a ser vendida como um tratamento antiacne, mas, desde em 1987, é amplamente receitada como contraceptivo.

No último domingo (27), o Ministério Público francês abriu um inquérito preliminar para avaliar 14 casos relacionados ao uso da Diane 35.

O medicamento também é comercializado no Brasil e está sendo avaliado pelas autoridades de saúde. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que está acompanhando o caso para avaliar que medidas devem ser tomadas.
Segundo informações da agência brasileira, até o momento, não foram notificados relatos de profissionais de saúde sobre problemas envolvendo o uso do Diane 35. No Brasil, a bula do medicamento já traz alertas referentes ao risco de trombose arterial ou venoso devido ao uso do produto.

*Com informações da Rádio França Internacional // Edição: Lílian Beraldo
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