FALANDO SÉRIO SOBRE

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quinta-feira, 16 de abril de 2009

Cresce o número de jovens dispostos a vencer o vício

Da Redação
RONALDO ABREU VAIO


Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde, divulgado ontem, revelou um dado surpreendente em relação às drogas: entre 2006 e 2008, o número de crianças e adolescentes que procurou o tratamento intensivo para se afastar da cocaína e do crackmaisdo que dobrou.

Ao todo, o levantamento apontou um aumento de 107% na procura pelo tratamento do Sistema Único de Saúde (SUS), da população entre 10 e 18 anos. Enquanto em 2006 o número de jovens que procurou o SUS foi de 179, em 2008, pulou para 371.

"Os adolescentes têm utilizado cada dia mais o que eles chamam de petilho, que é a mistura de cigarro com pedras de crack", disse a psiquiatra Luizemir Lago, diretora do Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas.

Além do petilho, outra combinação altamente danosa, apontada por Luizemir, é o mesclado, a mistura de pedras de crack com maconha. Ambas apresentam um alto grau de adicção que, em pouco tempo, conduz à degradação física e moral do indivíduo.

NINGUÉM ARRANCA DO CÉREBRO

A recuperação é possível, mas Luizemir salienta que a possibilidade de recaída é grande. "O nosso cérebro foi sensibilizado por uma droga. O receptor cerebral está lá, ninguém arranca. A tarefa da equipe que vai tratar o dependente é neutralizar esses receptores".

Para isso, no caso do tratamento intensivo oferecido nos Centros de Atenção Psicossociais espalhados pelo Estado (CAPs), há uma combinação de terapia e desenvolvimento de habilidades pessoais, com ênfase em atividades sobretudo prazerosas ­ ou seja, tentase suplantar o vício por outros estímulos positivos.

"A terapia é para que comecem a refletir sobre o que estão fazendo consigo mesmos", explicou Luizemir.

TRATAMENTO FAMILIAR

O tratamento intensivo tem atendimento prolongado, com 22 sessões ao mês, nos CAPs. As internações somente são aconselhadas em situações extremas; caso contrário, não é estimulada e por um motivo simples.

"É mais fácil acompanhar a família, que também precisa de tratamento nesses casos. Na verdade, durante todo o processo de recuperação, procura-se sensibilizar a família", disse Luizemir.

Segundo ela, asreaçõesdas famílias vão desde se auto culparem pelo problema, caindo num círculo vicioso do "onde foi que nós erramos?", até achar que não tem mais o que fazer. "Muitas também culpam a escola, que recebe um produto pronto. A educação vem da família, que tem que passar valores e limites".

SERVIÇO ­ A PREFEITURA DE SANTOS DISPÕE DE UNIDADE PARA ATENDER OS DEPENDENTES DE DROGAS. É A SEÇÃO NÙCLEO DE ATENÇÃO AO TOXICODEPENDENTE ZONA LESTE, REGIÃO CENTRAL HISTÓRICA E MORROS 1 (SENAT 1), NA RUA PARAÍBA 110, POMPEIA, TEL. 3237-2681.

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ARTIGO RETIRADO DA INTERNET - A TRIBUNA ONLINE

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